Você Está Louco!

Se você se considera uma pessoa extremamente inovadora e que quebra paradigmas, leia Ricardo Semler e depois reavalie-se!! Neste livro, Semler conta sua história desde o momento que ele assumiu a Semco (empresa de seu pai) até os dias atuais. Passando, nesta narrativa, por todas as mudanças organizacionais que o fizeram famoso, algumas viagens extremamente empolgantes, peças de teatro e programas sociais.

Estou fazendo esse post extremamente atrasado, mas tem uma coisa que eu lembro sobre este livro e que acho importante deixar registrado. Semler cita em mais de uma vez em seu livro os perigos de se deixar levar pelo sucesso e perder a humildade e o foco nas coisas que realmente importam. Em mais de um momento, ele mostra como se empolgou achando que iria solucionar os problemas de todas as pessoas e no mundo e quanto isso foi perigoso para ele mesmo e para as pessoas que começaram a idealizá-lo como salvador esquecendo de que todos, até os melhores entre nós, somos apenas humanos.

Por fim, vale a pena ler e ver como esse grande empreendedor ignorou todas as pessoas que falaram que “isto é impossível” e realizou coisas incríveis nos mais diferentes tipos de atividades.

Aos Nascidos Na Disney

Calma, vou explicar esse estranho título. Esta foi uma expressão que eu criei para designar um tipo de comportamento, para não dizer um estereótipo. Quando se diz que fulano “nasceu na Disney”, você quer dizer que esta pessoa vive no mundo da fantasia, onde tudo é belo e lindo. E, por favor, não confunda isso com ser otimista. Os nascidos na Disney, são pessoas que adoram a opinião comum e sempre utilizam ela como uma forma de não precisarem pensar na situação em suas camadas mais profundas. Devo ser honesto, já tinha criado esse termo há um tempo, mas a vontade de falar disto cresceu muito dentro de mim durante a leitura da Utopia, de Thomas More. A visão dos utopianos sobre as pessoas é extremamente simplória, que chega a ser engraçada. Agora fugindo só do assunto da Utopia que vai ser dito no seu respectivo post, e voltando para as conterrâneos do Mickey, no dia-a-dia, gosto sempre do exemplo da guerra. Os nascidos na Disney, sempre terão aquela famosa opinião quando questionados sobre a guerra, “a guerra é ruim e feia, porque mata muita gente.”. Então, eu pergunto: e qual é o problema de morrer? e qual é o problema do problema de morrer? e como seria diferente? e quais seriam os problemas desta diferença? e assim por diante…porque todas as questões podem ser vistas das mais diversas óticas e têm as mais diversas respostas.
Em suma, as pessoas nascidas na Disney, não gostam de se conhecer, nem de conhecer as pessoas em geral, portanto se apegam a visões parciais e incompletas das situações e não desçem as camadas necessária para um compreensão mais abrangente da situação, assim permanecem no mundo da fantasia onde o bonzinho está de um lado e o vilão do outro, sem ao menos ver que na verdade essa diferença dificilmente existe. Vou terminar com uma pergunta: Quem seria o melhor administrador Jafar ou Aladdin? Gaston ou a Fera?