A Democracia é um Governo para as Minorias. Não para as Maiorias.

“Minoria é um termo que criamos para designar a maioria da população.”

Eu vi essa frase em algum lugar um dia qualquer e nem lembro se era exatamente assim, mas está valendo. Quem quer que tenha criado ela, sinta-se reconhecido, por favor.

Enfim, ela é uma frase que ficou na minha cabeça por alguns anos e eu nunca soube o por quê. Até agora. Levando ela ao extremo, consiga finalmente delimitar uma parte do fracasso do modelo democrático. Sim, é um modelo inclusivo nos votos, mas isso basta para poder se chamar o governo do povo? Quem realmente acaba mandando desse tipo de gestão? Maiorias ou Minorias?

Em algum pais do mundo, que pratica a democracia, pode-se dizer que não é uma verdadeira minoria, no sentido matemático da palavra, que comanda e coordena? Não lembro de nenhum exemplo positivo.

Legal, todos votam. E os votos tem o mesmo peso. Mas de que adianta se a verdadeira moeda é o dinheiro, as posses e a influência? Com o sistema representativo, apenas uma pequena parcela da população DE FATO tem voz. O PODER está na mão de muito poucos. A decisão prática, não chega nem perto do povo, que tem que de 4 em 4 anos dar um tiro no escuro!

Uma das características mais naturais e profundas de qualquer ser vivo que conhecemos é se ajudar e ajudar os seus próximos. Não é a toa que Hobbes defendia o regime monárquico nessas bases. Ele dizia que “todo governante vai se favorecer e os seus próximos. Neste caso, é melhor que seja somente um (o Rei) do que vários (uma democracia).” Não é a toa que a gestão centralizadora de governos monárquicos ou impérios durou por milhares de anos! Algo estava sendo bem feito.

Pois bem, o pior de tudo do momento atual, é que estamos numa falsa sensação de participação. Pelo menos antes, era mais claro que mandava quem podia e obedecia quem tinha juízo. Agora, sentimos que somos dono de tudo, mas não somos donos de porra nenhuma. Qual a desculpa para isso? Antigamente, o modelo de representatividade poderia fazer algum sentido logístico. Do tipo, “é impossível todo mundo votar em todas as decisões.” Logo, designamos os melhores entre nós para isso.

O problema é que já é sabido que o poder corrompe. Não no sentido escroto da palavra, mas no sentido natural e completamente compreensível que eu já disse anteriormente. Mecanismo de defesa e de sociabilidade básico. Afinal de contas, se estiver empatado na sua visão, quem ganha? Um desconhecido ou sua mãe?

Então, voltamos ao berço da democracia, Atenas. Em qualquer caso de história da democracia ou de sistema exemplar, eles são citados. No entanto, deve-se compreender que apenas 10% da população de 400.000 participava como cidadão. Excluem-se nesta conta todas as mulheres, escravos e estrangeiros. Ok, legal que funcionava, mas 40.000 pessoas é um maracanã vazio, né?

Sim, mas eles também não tinham tecnologia. Energia elétrica, carros, internet. Porque temos um modelo até hoje baseado nas dificuldades práticas de 2.000 anos atrás? O modelo democrático não é, nem nunca vai ser das verdadeiras maiorias. Não enquanto ele se basear na representatividade. Quem precisa ser representado de 4 em 4 anos hoje em dia? Nós decidimos tudo. Desde o hotel que vamos ficar no outro lado do mundo, até a roupa do dia, a religião, sexualidade, lugar para morar. Porque não vamos decidir o orçamento do nosso bairro? Ou as prioridades da nossa cidade? Uma a uma.

Afinal de contas, o que é a democracia senão o governo dos ricos e influentes sobre os pobres e isolados? Deveríamos buscar a todoscracia.

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