O Tempo das Tribos

Nunca li um autor tão pedante e chato. Para os desavisados, Michel Maffesoli precisa a cada 2 frases mostrar seu imenso conhecimento linguístico e a leitura massante para os réles mortais que não sabem inglês, francês, alemão e latim. Apesar dessa parte desagradável, o livro possui o seu valor. Para mim, em dois pontos:

1) O ultra individualismo pregado pela maioria das pessoas possui, agora, uma segunda opinião. Maffesoli vai contra muitos outros sociólogos e antropólogos que depositam todos os males da sociedade na visão humanista e individualista e demonstra que mesmo no sistema econômico e sociais vigente, com as megalópoles e as relação de trabalho focadas no resultado, existem pequenas tribos dentro da massa maior que se formou. Essas tribos que tem como paralelo as estruturas da família ou da máfia, dividem dentro de si laços de confiança e solidariedade que, em muitos momentos, supera o desejo de sucesso individual a despeito do próximo.

 

2) As tendências que estão tomando forma hoje, já existem há DÉCADAS. Em muitas passagens do livro, que foi lançado em 1987, Maffesoli deixa bastante explícito que existia uma mudança corrente de valores e que novas preocupações com o meio ambiente, a economia e o social já estavam em andamento. Isso é incrível, visto que quase 30 anos depois nós tratamos esses temas AINDA como inovação. Para mim, isso aponta claramente que as mudanças e revoluções não são tão radicais quanto nós idealizamos que são e que precisamos ficar atentos ao que grita na nossa cara, e evitar ficar buscando pelo em casca de ovo.

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