Perdendo a Virgindade

Não é o que parece!!! Esse livro é a auto-biografia de Richard Branson, fundador de um dos grupos mais bem sucedidos da Inglaterra, o Virgin Group, e um empreendedor incrível. De certa maneira, ele é a versão melhorada do Ricardo Semler. O livro conta a história da criação da Virgin Music, que era sua empresa de venda de CD’s, partindo para a criação da sua gravadora, suas viagens de balão em torno da terra e, por fim, sua empresa de aviação e sua batalha para sobreviver contra a gigante British Airways.

Mais do que suas histórias, Branson me lembrou de algo que eu tenho tentando organizar na minha cabeça e que finalmente tenho conseguindo. Cada vez mais, venho percebendo o quanto as pessoas criam limites e histórias irreais que limitam o desenvolvimento de seu potencial máximo, que restringem a sua capacidade de arriscar e que, em última instância, não as deixam fazer as coisas que elas realmente gostariam/poderiam fazer  (com o risco de parecer ridículo e mesmo falharem).

No meu ver, a grande culpada dessa situação é a EDUCAÇÃO. Digo isso, pois as crianças em sua inocência e ignorância, não possuem limites, elas não sabem até que ponto um elástico estica até arrebentar, de qual altura elas podem pular sem se machucar e, por isso, não temem nada, nem menos a morte, simplesmente por não compreender as conseqüências. Durante nosso processo de “educação” (critico especialmente o modelo de ensino vigente e a maneira padronizada pelas quais as coisas são ensinadas), nós somos ensinados sobre as “verdades” incontestáveis da vida e até somos testados para saberem se nós as entendemos e aceitamos dentro de nós (provas!). Ou seja, desde já as relações causa-efeito já estão sendo criadas em nós, sem ao menos termos uma chance de questionar ou buscar outras alternativas. É a morte do mistério criador.

O problema disso é que nós crescemos e descobrimos que essas verdades são apenas uma pequena parte do desafio, na verdade, a menor parte.. A escola não ensina a razão da vida (as religiosas tentam) nem nosso objetivo na terra nem nada que possa dar um sentido ou uma direção absoluta para a nossa existência. Além disso, esquecem de mostrar que a única regra irrevogável para as pessoas vivas é a morte. E pior, as escolas só ensinam o que existe e dizem pouco do que não existe. Ora, é exatamente nas coisas que ainda não existem que residem as grandes oportunidades, as melhorias e o futuro em geral!! Este sim, deveria ser o tema de ensino, todo o resto já está dominado registrado e muito bem aplicado. Deveríamos aprender, no clichê, a aprender. Aprender a descobrir as novidades. Aprender a arriscar. Mas ao contrário aprendemos o exato oposto, a seguir tudo que já existe, a fazer o que a maioria da pessoas fazem e, por definição, a mediocridade se perpetua.

Enfim, por “sorte”, Branson é disléxico e nunca conseguiu se adaptar ao sistema de ensino largando a escola aos 16 anos. Mais do que isso, os seus pais eram grande motivadores de suas aventuras e empreitadas, ensinando-o que o risco do desconhecido é o que tornava a vida interessante. Na minha opinião, esses dois fatores foram cruciais para que ele desenvolvesse a personalidade envolvente e empreendedora que o fizeram ter sucesso em suas empresas. Pois sem todas as “barreiras” que normalmente nos são postas na nossa cabeça, ele simplesmente ignorava qualquer tipo de limitação e teve coragem de seguir caminhos que muitos outros não conseguiram.

Infelizmente para todos nós que não temos disléxia e/ou pais incentivadores, teremos que passar pelo processo de diminuição de possibilidades que a escola nos faz sofrer (porque as coisas não sobem para o céu? Maldita gravidade!!). E para empreendermos e tentarmos coisas novas, é preciso se livrar das amarras mentais da educação, assim como um balão precisa se livrar se seus lastros para subir.

A boa notícia é que temos salvação. Essa “deseducação” (sempre me lembro dos desaniversários de alice no pais das maravilhas) é possível através dos livros, que são os verdadeiros veículos para abri-se a mente. Através das histórias dos nossos antepassados ou até mesmo contemporâneos, podemos ver que os limites não estão exatamente onde eles parecem estar e como já disse muito bem a ADIDAS, “Impossible is Nothing”. São exatamente os livros que nos dão a real dimensão da nossa existência (ou pelo menos uma aproximação bem melhor) e que podem ser o grande apoio para, junto com as experiência reais, nos guiar e dar suporte na descoberta do desconhecido. Lendo sobre os outros novos temos uma melhor dimensão das dificuldades e ficamos mais aptos a enfretar os riscos, pois, de certa maneira, nós já os conhecemos através dos outros.

OBS: ESQUEÇAM A ESTATÍSTICA. Ela só mostra o que as pessoas médias estão fazendo de mediano. Mais uma vez, ela é uma ferramenta para mostra o que existe. Se for quer fazer algo totalmente novo e diferente siga seu instinto e não tenha medo de arriscar. O resultado final não é o sucesso de uma iniciativa ou outra, mas sim o crescimento da sua compreensão do mundo e do seu aprendizado.

3 comentários sobre “Perdendo a Virgindade

  1. Brilhante como voce coloca suas ideias!!!
    Eu estou lendo esse livro e adorando! Richard Branson eh inspirador, apesar das dificuldades ele foca intensamente no sonho e trabalha duro pra realizar! Persistencia e creatividade!
    Assim como Eistein disse imaginacao eh mais importante que conhecimento!

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