Política: Para não ser idiota
Idiotas são esses escritores. A proposta do livro, pelo que me parece, é convocar os jovens brasileiros a participarem mais do âmbito político do país, pois segundo eles existe um desinteresse injustificado e preocupante dos jovens.
Na minha visão, esse livro é uma catástrofe tanto pelo diagnóstico do possível problema (desinteresse do jovem) quanto pela tentativa ridícula de saná-lo. Vamos por partes:
Diagnóstico – Desinteresse dos Jovens
A visão deles sobre a situação da democracia brasileira é limitada, no sentido do esquecimento que há pouco mais de 20 anos o Brasil saiu de um Ditadura. Se formos contar em tempo corrido, o Brasil não teve mais do que 80 anos de governo democrático, ou seja, somos todos umas crianças políticas. Isso, sem dúvida, influencia fortemente o sentimento de cidadania e participação da gestão do país que eles tanto reclamam.
O segundo erro é o saudosismo e a nostalgia em relação à década de 60 e toda a luta contra a ditadura. Eles se acham superiores politicamente, pois fizeram passeatas e etc…foi tudo muito legal e somos gratos, mas os tempos agora são outros e o processo que é vivido pelo país é totalmente diferente. Isso tudo, sem falar na complexidade absurda da máquina governamental que é difícil de ser compreendida até mesma pelas pessoas mais instruídas do pais (formação superior). E de outro lado a terminologia antiquada das leis também auxiliam fantasticamente na perpetuação da ignorância do povo, visto que no estado de direito as leias estão acima de tudo.
Mais a frente vou falar sobre a motivação de ter um antagonista e gestão num ambiente estável.
Solução – Escrever um livro motivacional
Neste livro, os autores apenas reforçam e alimentam a complexidade de conceitos e o uso de vocabulários rebuscados para garantir que os jovens brasileiros continuem na sua ignorância. Insistindo em usar citações de grandes obras de escritores renomados com conceitos extremamente abstratos e filosóficos, eles se mostram totalmente afastados da realidade do país e fazem atuam diligentemente na manutenção do cenário atual.Honestamente, já cansei desse blá blá blá incompreensível, que não leva em consideração a situação do próximo. O fato é que a grande e esmagadora maioria dos jovens brasileiros não vão ler esse livro e muito menos entender a contribuição de Rousseau e da cultura inglesa do século XVII para a votação da Dilma ou do Serra.
Salvação – Como motivar sem antagonista
O único assunto que foi tratado bem rapidamente neste livro que me chamou a atenção foi a questão de como conseguir motivar um conjunto de pessoas, seja uma empresa ou um país inteiro sem ter um antagonista, um inimigo.
Na minha experiência, isso é realmente muito difícil de ser superado tanto que vemos até hoje os partidos de direita usando o fantasma, agora já espantalho na minha visão, do socialismo como uma maneira de justificar suas posições. No âmbito empresarial isso também é verdade. Quando a empresa vai mal ou tem algum problema-inimigo aparente é fácil motivar a equipe a fazer novas coisas e a trabalhar mais pesado. No entanto, quando tudo vai bem que o problema da motivação e buscar novos desafios fica complicado. Na minha visão, é aqui que reside a enorme importância de ter-se um sonho muito grande, que embora seja alcançável, vai conseguir motivar uma geração inteira da empresa até que venha a renovação.
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